Sunday, February 26, 2012

Passagens

Ouvi sobre solidão sexta, mas vi quem não lembra do ontem. Sei que viver do ontem é uma merda, na às vezes é tudo que temos. Pode se ter mais alguns dias ruins, mas o que vale é o balanço. Aprendi que estamos tão só quanto acreditamos, ou quanto queremos, e às vezes somos tão cruéis sem pensar no outro ou fazendo o outro pensar que não nos importamos. Ah humanos tão egoístas, tão mesquinhos que quase sempre se esquecem de tudo a sua volta. Assim que somos. Vejo umas tentativas de mudança, de criar um lugar melhor e de viver melhor. Nao consigo perder a fé, que nem assim é tão clara para mim assim, só quando consta a minha parte, ou seja acreditar no que faço. No mais é sempre uma merda essa vida movida a desejos e impulsos químicos, sendo o mais foda deles o amor...

Tuesday, November 01, 2011

Matador de aluguel-1

Era o último cowboy. Talvez o último pistoleiro de King. Ele se sentia assim. O último de uma geração, um obsoleto. Sinceramente não agia assim, mas se movia conforme um dinossauro. Movimentos lentos em relação aos relacionamentos afetivos, hetero afetivos para os dias de hoje, pois até nisso era 'antiquado'. Ainda acreditava no álcool e no tabaco, e na rudeza de suas palavras. Não gostava de música eletrônica e considerava apenas 4 instrumentos básicos, para não se considerar uma orquestra, pois o restante era pra encher morcela.
Dormia pouco e passara dos cinquenta. As dores no joelho e no quadril o obrigavam a usar uma bengala. Tinha o nariz quebrado e queixo forte,os quais ambos aguentaram alguns socos durante a vida, mas sabia sempre onde bater. Ainda tinha uma força surpreendente, mas estava cansado, cansado de se arrastar por este mundo gigante. Estava cansado do seu ofício, pois ainda era considerado o melhor de sua geração. Era matador de aluguel.
Nascera pobre, e teve dificuldades, mas sabia que isso não aliviaria o encargo de suas escolhas, ou amenizaria a culpa de mais de uma centena de pessoas que tirou a vida. Só fazia, pelo sangue gelado que possuía. Por não sentir medo. Por não enxergar nunca o amanhã. E por que isso preenchia um pouco do vazio que sentia. Se sentia um herói quando brincava de Deus.
Mas sua visão deturpada de certo ou errado, logo seria invadida pelo "homem santo". O seu inimigo eterno.

Saturday, June 25, 2011

Erros

Me lembrei da morte hoje. Na verdade ela veio se lembrar de mim. Me gritou como somos frágeis e que 80 anos numa existência de milhões de anos é como se fosse nada. Vida passageira e onde nos enxergamos como pedaços de carne expostos depois que o brilho da vida deixou nosso corpo como apenas a carcaça de lâmpadas vazias sem energia. Não quero parecer rude, mas a morte ainda me espanta. Não amedronta, mas sim espanta. Pois não dá respostas para a fé que precisamos, ou respostas para as nossas perguntas e sim gera muitas, principalmente (ou somente para quem fica). Uma destas perguntas, talvez seja a mais importante, é sobre as bobagens, é sobre as merdas que fizemos. Natural total do ser humano, fazer merdas, aos 16 anos, aos 36, aos 46, na verdade a vida inteira. Uma tendência totalmente humana. Não pensarmos no impacto que tudo que fizemos pode gerar, no meio onde vivemos, ou no próximo, aquele lance completamente egoísta. Tipicamente humano. Nossos erros, nossas mancadas irredutíveis. Sem pensarmos no amanhã. Bonito, senão causasse impactos completamente fora de controle, às vezes apenas doloridos e outros nocivos. De novo no impasse do homem ser seu próprio predador natural. Só pensamos nas merdas quando fizemos com alguém de perto e que não dá tempo de nos redimirmos. Não sou adepto de me arrepender do que faço, por isso acho que devemos sempre pensar bem como agimos, pois arrependimento (sem ser extremo já sendo), é para os tolos. Se temos capacidade de pensar e falar (o que a ciência nos cita como diferença entre os outros animais) por que não refletimos sempre antes dos nossos atos? Ou sobre decisões importantes que devemos tomar? Sobre nossas responsabilidades? Ou pegando leve (ou não) sobre o amor e todas as coisas que realmente devemos carregar? As coisas que realmente importam numa existência pequena e rápida? Viver intensamente, com consciência e discernimento é um conjunto de ações realmente complexas para nós seres humanos. Meros mortais. Abraço as almas que se foram e que ainda nos deixam saudades e sofrimento, e que realmente estejam em um lugar melhor. Um acalento a quem fica e carrega o piano pesadíssimo da saudade, da falta e da incompreensão sobre como as coisas funcionam, já que o nosso entendimento é tão curto.

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Tuesday, September 14, 2010

Indo...

Como as coisas são inquietantes com o passar dos anos. As não mudanças, as promessas quebradas, os temores, os sonhos e as novidades. O presente, o passado e o futuro. São sentimentos. A percepção da fraqueza humana e a idolatria a valores que enaltecem esta fraqueza. Lembro sempre que a fraqueza humana é o orgulho, o se achismo como talvez usasse minha prima, a certeza eterna, enfim o ego e o eterno desejo de poder e riqueza. A riqueza vicia, por isso é complicado citá-la, mas só sei que é assim. Enxergo a necessidade da mudança e as pessoas pedem essa mudança. A busca por ídolos e heróis,em cada serie, em cada banda, em cada canto. Todos querem o milagre da salvação. Querem um milagre sem santos. Querem ir pro céu sem morrer.Simples, rápido e rasteiro: continuamos um bando de formigas reclamando e que não sabe onde ir.Minha natureza original anarquista e punk apenas se revolta, mas me sinto quase inerte pois falo mas minhas ações parecem falhas, pois não obtenho resultados. Mas como boa mula não desisto, não me entrego. Ainda trabalho em cima de ideias e ideais. Talvez seja teimoso, talvez apenas reticente ou ainda, como desde os 13 anos, não me encaixe no jeito que as coisas são. Talvez me falte a comodidade que minha barba insistindo em branquear me alerte a fazer.
Yeah, I am coming home...

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Saturday, June 26, 2010

Vazios

Os dias passam. Graças ao bom Deus, pois como seria a saudade, as lembranças e realmente essa sensação do tempo. Não percebemos que a idade passa a cada segundo e que esses somatórios se tornam em dias e anos. Muita coisa não se esquece. Mas muita coisa a gente não lembra.
O ser humano tende a esquecer dos erros que lhe deviam servir de aprendizado. Como é fácil esquecer o que nos incomoda. Mas a saudade é uma coisa complexa.
Na verdade o ser humano é complexo. Muita coisa não quer esquecer, outras se esquece de propósito, outras nunca lembra sem querer.
Espero que lembremos do amor e dos amigos idos. Pois isso é o que valhe à pena lembrar...
O amor que sempre se apresenta de diversas formas, mas a que se sonha é sempre única, completa e imperfeita (apesar das fêmeas procurarem como único e perfeito, como a flor).
Mas vejo o amor como um acidente (como já dizia Pedro e sua Tom Bloch), inevitável e doloroso.
Mas temos masoquistas de plantão. E muitos sádicos também.
Mas falamos hoje do tempo e da memória. E outros clamam inspiração, só agem por inspiração e o tempo mostra que ela às vezes é uma grande ilusão, pois a inspiração às vezes não te leva aonde a transpiração leva...
Mas isso seria realmente o que?
Bem, sempre buscamos respostas pra tudo.
O que seria deste vazio então?

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Tuesday, November 10, 2009

Third seven

Foi difícil, mas não tanto. Cheguei aos trinta e sete e me senti como morto, talvez renascendo, ou como eu mesmo acreditei, chegando à metade da vida. O que me asseguraria 74 anos, que não é um número ruim.
Pouco tempo pra escrever, buscando as camisas tipo magnum (floridas) para me preparar pros anos vindouros, pois todos sabem que busco me aposentar aos 50 (esse era o plano A para meia idade).
Tive emoções fortes no sábado, dor no peito e tal, mas ainda acho que sei até onde eu vou.
A música tá voltando, a canção embalando...Os filhos em volta, acho que as coisas estão sempre melhorando.
Acho que estou crescendo (pros lados talvez) mas não entendo minha maturidade.
Não compreendo os poucos cabelos brancos que tenho, e não compreendo o amor.
Nem Deus.
Vou vivendo.
Sem entender porque e nem pra onde vamos.
Talvez sejamos formigas...só isso.

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Wednesday, October 21, 2009

Acrobat

Muito importante é o U2 na minha vida, quanto trilha sonora. Os últimos dias tem sido diretamente como Acrobat. Por isso ela está aqui...


Acrobat
U2
Composição: U2

Don't believe what you hear
Don't believe what you see
If you just close your eyes
You can feel the enemy
When I first met you girl
You had fire in your soul
What happened your face
Of melting in snow

Now it looks like this
And you can swallow
Or you can spit
You can throw it up
Or choke on it
And you can dream
So dream out loud
You know that your time is coming 'round
So don't let the bastards grind you down

No, nothing makes sense
Nothing seems to fit
I know you'd hit out
If you only knew who to hit
And I'd join the movement
If there was one I could believe in
Yeah I'd break bread and wine
If there was a church I could receive in

'cause I need it now
To take a cup
To fill it up
To drink it slow
I can't let you go
I must be an acrobat
To talk like this
And act like that
And you can dream
So dream out loud
And don't let the bastards grind you down

Oh, it hurts baby
(What are we going to do now it's all been said)
(No new ideas in the house and every book has been read)

And I must be an acrobat
To talk like this
And act like that
And you can dream
So dream out loud
And you can find
Your own way out
You can build
And I can will
And you can call
I can't wait until
You can stash
And you can seize
In dreams begin
Responsibilities
And I can love
And I can love
And I know that the tide is turning 'round
So don't let the bastards grind you down

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